domingo, 24 de outubro de 2010

Sobre nossa Independência - Parte 2




















Os Limites da Revolução.Apesar do discurso de liberalismo europeu, apenas pequena parte da elite revolucionária estava inspirada nas obras de autores europeus, pois a maioria deles continuava elitistas e escravocratas. Por isso, a realidade que encontramos quando analisamos os movimentos como Inconfidência Mineira (1789), Conjuração Baiana (1798), Revolução Pernambucana (1817), nos deparamos com liberalidade exclusivista aos senhores comerciantes e produtores rurais, mesmo diante da associação dessas classes excluídas.
Havia por parte desses senhores o medo de um levante escravo, pois a população de negros livres e mulatos, mais os que ainda eram escravos excediam os brancos.
Soava falso toda história de igualdade ou liberdade como é dito pela historiadora Emilia Viotti:

“Dentro dessas condições soariam falsos e vazios os manifestantes em favor das formulas representativas de governo, os discursos afirmando a soberania do povo, pregando a igualdade e a liberdade como direitos inalienáveis e imprescritíveis do homem, quando, na realidade, se pretendia manter escravizada boa parte da população e alienada da vida política outra parte” (Monarquia à República, pág. 31).


Não deve esquecer o traço de uma revolução com aval da Igreja, pelos menos local, como no processo de 1817 conhecidos como Revolução dos Padres, em que vários sacerdotes se engajaram como propagadores e ativistas da causa. A verdade que isso tinha a ver com o Direito de Padroado que era submetida ao Rei, e por isso a hostilidade dos setores do clero.


Henrique Rodrigues Soares
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