domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre nossa Independência - Parte 1














Como Chegamos até a Independência?
Por volta do meio do século XVIII começa a crise da Europa absolutista e mercantilista, e isso afeta diretamente Portugal que vive quase unicamente da exploração colonial. A Coroa portuguesa já endividada, escrava dos interesses ingleses procura manter seu processo explorador com mais contundência, aumentando sua severa fiscalização, sua alta tributação e o regime de monopólios.
O peso suportado pela colônia já demonstra sinais de insatisfação. O que no início era considerado um pacto entre irmãos era na realidade um tratado unilateral comercial entre Metrópole e sua colônia.
O sistema colonial tradicional proibia as colônias de exportar seus produtos diretamente aos outros países, todos teriam que passar pela Metrópole, como também as manufaturas importadas dos ingleses chegariam do mesmo modo. É nesse instante que começa afetar os grupos que detinham o poder local. Por causa deste regime de monopólio da Coroa, outros países começaram ocupar territórios brasileiros, havia do mesmo modo ataques de piratas e corsários e, várias formas de contrabando praticadas numa crescente, fugindo assim da tributação portuguesa.
A Metrópole estava atrasada diante das outras nações européias, que trocavam o mercantilismo pelo capitalismo, enquanto a colônia depois da corrida do ouro nas Gerais teve um aumento de população e desenvolvimento do mercado interno que coincidiu com a expansão do mercado internacional, assim criando terreno favorável a uma pregação revolucionaria.
Com a inviabilidade do sistema colonial econômico, cheio de imposições comerciais da Coroa, como o limite imposto à importação de escravos, restrições de livre circulação de produtos entre as províncias, a corrupção e os desmandos dos oficiais da Coroa. E mais importante os portugueses daqui, enxergam que estão desprestigiados pelos portugueses de lá, sendo que no inicio ainda se consideravam parte da Metrópole.
O movimento que na Europa foi contra o absolutismo, no Brasil foi contra o colonialismo, pois nas décadas finais do século XVIII, as tensões aumentaram, e já iniciava algumas conspirações de influencia por causa das revoluções francesas e americanas.
Através de livros, e principalmente de estudantes que viajavam para Europa para concluir seus estudos, no retorno difundiam em reuniões de academias literárias ou cientificas e sociedades secretas.
As sociedades secretas Maçonaria tiveram importante papel na divulgação desta idéias, que culminou com a Conjuração Baiana (loja maçônica “Os Cavaleiros da Luz”) e, na Revolução Pernambucana (loja “Areópago” que depois saíram duas: “Paraíso e Suassuna”).
No Rio de Janeiro houve uma multiplicação das sociedades secretas, tanto que quando D. João VI manda averiguar, manda fechar todas as lojas, coisa que não adiantou muito, pois logo depois elas se reorganizaram.
Outro fator interessante é ressaltar que enquanto na Europa a Maçonaria era de posição anticlerical, no Brasil os padres engrossavam as fileiras com funcionários, professores, comerciantes e fazendeiros.


Henrique Rodrigues Soares
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