sábado, 26 de fevereiro de 2011

Historicismo versus Positivismo - Parte 1



















O Positivismo teve como propósito transformar a História em uma ciência. A partir disso, os positivistas procuravam uma objetividade nos métodos utilizados para analisar os fatos históricos, que para eles deviam ser sempre buscados nos documentos escritos e legitimados pelo Estado.

Para os positivistas, os métodos utilizados nas ciências da natureza poderiam ser aplicados para uma análise social. Contudo, o historiador deveria manter certa imparcialidade diante seu objeto de estudo, sendo totalmente neutro para que assim chegasse a uma verdade histórica objetiva. Os positivistas faziam apenas uma análise geral para aquele fato, sem entrar em detalhes, descrevendo apenas o que o documento “fala por si só”, ou seja, ele descrevia apenas aquilo que estava escrito, sem emitir juízo de valor, sendo totalmente imparcial e objetivo. Para os historiadores positivistas, as análises não poderiam ser desconstruídas, pois os fatos são verdades absolutas.

Já a corrente historicista é uma corrente contrária ao positivismo, pois nela o historiador tem um contato direto com seu objeto de estudo, não se afastando do mesmo, pois ambos se “refletem entre si”.

A partir de tais regras, notamos que o historicismo não busca fazer uma análise objetiva do fato histórico, pois tal fato é construído e reconstruído a partir de diferentes análises. Na concepção historicista o fato está preso em seu tempo e a análise é factual, não sendo mais uma “linha do tempo”, onde os fatos são postos cronologicamente, mas podendo-se analisar certo “ponto” histórico, não sendo necessariamente linear.

Portanto, os tempos históricos e cronológicos do historicismo “andam juntos”, pois esta é uma tentativa de ruptura com o positivismo.


Henrique Rodrigues Soares.
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