quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sobre nossa Independência - Parte 5


















A chegada da Corte.
Com a pressão de uma invasão francesa as portas de Portugal, a Corte se sente obrigada para uma transferência para o Brasil, com proteção dos aliados ingleses.
Então em 1808 começa a se construir a condição favorável para futura Independência com as primeiras atitudes do príncipe regente Dom João VI, em abrir os portos a todas as nações, fazendo tratados comerciais com ingleses que depois se tornaria um dos pilares do interesse britânico em intervir afavor dos brasileiros.
Dom João VI trouxe uma infra-estrutura, e construindo o que faltava para que a cidade do Rio de Janeiro estivesse em condições de ser capital administrativa da realeza portuguesa, como relata o historiador Ciro Flamarion Cardoso:

“Um verdadeiro aparelho de estado e um corpo diplomático instalaram-se no Rio. E em 16 de dezembro de 1815, o Brasil passou à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Assim, a ex-capital colonial tornara-se sede de ministérios, secretarias, tribunais, repartições públicas, de um Conselho de Estado, outro de Fazenda etc. E foi no Rio de Janeiro que, morta a rainha, o até então príncipe-regente foi aclamado, em 1818, como rei João VI.” (História Geral do Brasil – pág.124).

O Rio de Janeiro foi a cidade que experimentou as maiores transformações, sua população teve um aumento de quase 50%, fora as manufaturas até por causa do alto crescimento demográfico. Houve também na Bahia, o primeiro estabelecimento de curso superior, teve inicio a exploração de ferro em Minas Gerais e em São Paulo.
Apesar de tudo isso havia um grande descontentamento com privilégios que portugueses recebiam em todas suas atividades, tanto que nesse período vemos nascer a Revolução Pernambucana da qual já nos referimos.

“(...) O afluxo de comerciantes e funcionários lusos foi intenso nos anos que se seguiram à instalação do governo lusitano no Rio de Janeiro, cidade que começou a ser percebida como “portuguesa” por excelência pelos habitantes de outras partes do Brasil. A xenofobia esteve presente na revolução que começou no Recife em 1817, chefiada de inicio por um comerciante liberal e logo contando com o apoio de militares,
funcionários, membros do clero e proprietários.” (História Geral do Brasil – pág. 125).


Henrique Rodrigues Soares
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