segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Rolé Carioca










Fiquei feliz ao abrir a revista História Viva n° 121 no mês de novembro, e encontrar na seção História Agora escrita por Vinicius Palermo, o projeto coordenado pelos professores William Martins e Rodrigo Rainha.  Este último, meu professor de História Antiga Oriental e História Medieval, ao qual devo muito parte da minha formação.
Projeto esse, patrocinado pela Universidade Estácio de Sá, que visita bairros do nosso querido Rio, discorrendo sobre fatos, personagens, curiosidades locais e comentando as suas caracteristicas urbanísticas e arquitetônicas de cada região visitada como suas mudanças que já houveram.
Sempre um domingo no mês, é gratuito, apenas comparecer no lugar e horário marcados, que podem ser conferidos via facebook.
Vale conferir, este mês no dia 24 será Vila Isabel, partindo da Boulevard 28 de Setembro n° 20, para desvendar os segredos do bairro fundado pelo barão de Drummond.


Parabéns Professor William Martins e Rodrigo Rainha!  Pretendo futuramente está com vocês!



Henrique Rodrigues Soares - História do Rio

Fanatismo Religiosos na História - Jim Jones



























Hoje na História!


No dia 18 de novembro de 1978, o líder religioso Jim Jones da organização Templo dos

Povos (Peoples Temple), comanda o massacre de Jonestown, na Guiana Inglesa, onde 

914 pessoas, inclusive crianças, no maior suicídio coletivo da   história.

Um exemplo triste do que o fanatismo religioso pode fazer.



Henrique Rodrigues Soares

A imagem da página História Digital do facebook.

sábado, 16 de novembro de 2013

Dá-lhe Peixe! Campeão Praiano!
















Há exatos 50 anos, um dos maiores times de todos os tempos (para muitos o maior) sagrou-se bicampeão Intercontinental (mundial não reconhecido pela FIFA).
A decisão contra o Milan (ITA) foi uma verdadeira batalha. O Santos saiu atrás - perdeu o primeiro jogo por 4 a 2 na Itália - e tudo levava a crer que não teria forças para reverter o placar. Se já não bastasse enfrentar a equipe que era a base da seleção italiana, o Alvinegro ainda teve a baixa do maior jogador de todos os tempos, Pelé, que se machucou. Além dele, Zito e Calvet ficaram fora das finais.  Primeiro, no segundo duelo, repetiu os 4 a 2 (de virada). Depois, vitória magra, por 1 a 0, suficiente para garantir a sua segunda Taça Intercontinental - a primeira fora levantada no ano anterior, após bater o Benfica.

Campeões separados pelo tempo
Do time do Santos que conquistou o bicampeonato mundial, nove jogadores e o técnico Lula já faleceram. 
Outros nove ainda estão vivos, mas separados pelos 50 anos que se passaram.
Zito, Dalmo, Lima, Geraldino, Dorval, Mengalvio, Pepe, Coutinho e Pelé ainda podem contar histórias da época e são os nove ex-atletas que ainda estão vivos.
Os bicampeões do mundo Gylmar e Laércio (goleiros), Calvet, Haroldo e Mauro (zagueiros), Ismael (lateral direito), Almir, Batista, Toninho Guerreiro (atacantes) e Lula (técnico) já faleceram. 


FICHAS TÉCNICAS:
MILAN 4 X 2 SANTOS

JUIZ:  Alfred Haberfellner (Áustria)
GOLS: 3’/1ºT Trapattoni (1-0); 15’/1ºT Amarildo (2-0); 10’/2ºT Pelé (2-1); 22’/2ºT Amarildo (3-1); 37’/2ºT Mora (4-1) e 39’/2ºT Pelé (4-2).
PÚBLICO:  51.917
LOCAL:  San Siro, Milão (Itália)

MILAN: Ghezzi; David, Trebbi, Maldini e Pelagalli; Trapattoni, Mora, Lodetti e Mazzola; Rivera e  Amarildo. Técnico: Luis Carniglia.

SANTOS: Gilmar; Lima, Haroldo, Calvet e Geraldino; Mengálvio, Zito, Dorval, Coutinho; Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
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SANTOS 4 x 2 MILAN
JUIZ:  Juan Regis Brozzi (Argentina)
GOLS: 12’/1ºT  Mazzola (0-1); 17’/1ºT Mora (0-2); 5’/2ºT Pepe (1-2); 9’/2ºT Almir Pernambuquinho (2-2); 20’/2ºT Lima (3-2) e 23’/2ºT Pepe (4-2).
PÚBLICO:  132.728
LOCAL:  Maracanã, Rio de Janeiro (RJ).

SANTOS:  Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir Pernambuquinho e Pepe. Técnico: Lula.

MILAN: Ghezzi; David, Trebbi, Maldini e Pelagalli; Trapattoni, Mora, Lodetti e Mazzola; Rivera e  Amarildo. Técnico: Luis Carniglia.

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SANTOS 1 x 0 MILAN
JUIZ: Juan Regis Brozzi (Argentina)
GOL: 31’/1ºT Dalmo (1-0).
PÚBLICO:  120.421
LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ).

SANTOS: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir Pernambuquinho e Pepe. Técnico: Lula.

MILAN: Balzarini (Barluzzi); Benítez, Trebbi, Maldini e Pelagalli; Trapattoni, Mora, Lodetti e Mazzola; Fortunato e  Amarildo. Técnico: Luis Carniglia.


Fontes: LANCE Diário Esportivo.


Henrique Rodrigues Soares - História do Futebol

Imagem Agência O Globo.

118 vezes Mengão! Aniversário do clube de maior torcida no Brasil...














e, possivelmente maior do mundo. 118 anos comemorado no dia 15 de novembro deste ano, já que nas regatas este clube nasceu em 1895. Com a chegada do futebol chegou sua popularidade, e na geração Zico chegou o gigantismo do clube com torcedores espalhados por todo território nacional.

Suas principais conquistas:
Campeão Intercontinental em 1981 ( Mundial sem reconhecimento da FIFA).
Campeão da Libertadores da América em 1981.
Campeão Brasileiro em 1980, 1982, 1983, 1987*, 1992 e 2009.
Campeão da Copa do Brasil 1990 e 2006.
Copa Mercosul 1999.
32 campeonatos Cariocas.

Com uma torcida segundo o IBOPE em torno de 33,2 milhões, 17,2% da população brasileira, o clube conhecido por uma torcida que representa todas as classes sociais.


Parabéns Nação Rubronegra!


*No dia 21/02/2011 a CBF, através de Resolução da Presidência nº 02/2011, reconheceu o Sport Club Recife e o Clube de Regatas do Flamengo como campeões brasileiros de 1987.


Na mesma Resolução, foram reconhecidos como vice-campeões brasileiros de 1987 o Guarani Futebol Clube e o Sport Club Internacional de Porto Alegre.






Fontes: KLEIN, Marco Aurélio - Futebol Brasileiro 1894 à 2001. São Paulo: Editora Escala, 2001.


Diário Lance - Jornal esportivo










Henrique Rodrigues Soares - História do Futebol

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Morte de um Mestre da História Contemporânea




Autor de obras como "A Era das Revoluções" e "A Era dos Extremos" estava internado em hospital para tratar pneumonia. 

O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu em Londres aos 95 anos, segundo informação divulgada por sua família nesta segunda-feira.

O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século 20 e escreveu "A Era das Revoluções" , "A Era do Capital" , "A Era dos Impérios" , "A Era dos Extremos" , entre outras obras.

Segundo a AP, a filha do historiador, Julia Hobsbawn, informou que seu pai morreu na madrugada passada. Ele estava internado em um hospital, tratando uma pneumonia.

Vida

Hobsbawm nasceu no dia 9 de julho de 1917 no Egito ainda sob o domínio britânico, e tinha, por isso, nacionalidade britânica.

Ele passou os primeiros anos de sua vida em Viena e Berlim. Sua família mudou-se para ao Reino Unido depois que Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha, em 1933. Hobsbawm casou-se duas vezes, primeiro com Muriel Seaman em 1943 (divorciou-se em 1951) e depois com Marlene Schwarz. Com esta última teve dois filhos, Julia e Andy. Ele também era pai de Joshua, fruto de uma relação anterior
Fonte: IG Noticias.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Arte por Nelson Aharon


A arte varia de acordo com a época e a cultura. Pode ser separada ou não em arte rupestre, como é entendida hoje na civilização ocidental, do artesanato, da ciência, da religião e da técnica no sentido tecnológico. Assim, entre os povos ditos primitivos, a arte, a religião e a ciência estavam juntas na figura do xamã, que era artista (músico, ator, poeta, etc.), sacerdote e médico. Originalmente, a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.

Este era o sentido que os gregos, na época clássica (século V a.C.), entendiam a arte: não existia a palavra arte no sentido que empregamos hoje, e sim "tekné", da qual originou-se a palavra "técnica" nas línguas neo-latinas. Para eles, havia a arte, ou técnica, de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios. Neste sentido, é a acepção ainda hoje usada no termo artes marciais. No sentido moderno, também podemos incluir o termo arte como a atividade artística ou o produto da atividade artística. Tradicionalmente, o termo arte foi utilizado para se referir a qualquer perícia ou maestria, um conceito que terminou durante o período romântico, quando arte passou a ser visto como "uma faculdade especial da mente humana para ser classificada no meio da religião e da ciência".

A arte existe desde que há indícios do ser humano na Terra. Ao longo do tempo, a função da arte tem sido vista como um meio de espelhar nosso mundo (naturalismo), para decorar o dia-a-dia e para explicar e descrever a história e os diversos eus que existem dentro de um só ser (como pode ser visto na literatura) e para ajudar a explorar o mundo e o próprio homem.

Estilo é a forma como a obra artística se mostra, enquanto que Estética é o ramo da Filosofia que explora a arte como fundamento. Uma obra artística só se torna conhecida quando algo a faz ficar diante de um dos sentidos do ser humano. Os avanços tecnológicos contribuem de uma forma colossal para criar acessibilidade entre a pessoa que deseja desfrutar da arte e a própria arte.

A pessoa e a obra se unem então, por diversos meios, como os rádios (para a música), os museus (para pinturas, esculturas e manuscritos), e a televisão, que talvez seja, entre esses itens citados, o que mais capacidade tem para levar a obra artística a um número grande de interessados, por utilizar diversos sentidos (visão, audição) e por utilizar também satélite.

A própria Internet é fonte de transmissão entre a obra e o interessado, com sites (que distribuem E-books e por softwares especializados em conectar o computador do usuário a uma rede com diversos outros computadores. Entretanto, exploradores, comerciantes, vendedores e artistas de público (palhaços, malabaristas, ator, etc.) também costumam apresentar ao público as obras, nos mais diversos lugares, de acordo com suas funções. A arqueologia transmite ideias de outras culturas; a fotografia é uma forma de arte e está acessível por todos os cantos do mundo; e também por almanaques, enciclopédias e volumes em geral é possível conhecer a arte e sua história.

A arte está por todos os cantos, pois não se restringe apenas em uma escultura ou pintura, mas também em música, cinema e dança. O ser que faz arte é definido como o artista. O artista faz arte segundo seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas ideias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida.

A inspiração seria o estado de consciência que o artista atinge, no qual vê a percepção, a razão e emoção encontram-se combinados de forma parte para realizar suas melhores obras. Seria o insight de algumas teorias da psicologia. Escultura: Davi, de Michelangelo. Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas. Arte é um fenômeno cultural.

Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno. Fotografia Teatro Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas.

Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por 'movimentos artísticos'. A arte registra as ideias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo. Formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se observar a realidade. Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente consideram que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista.

Os povos judeus, cristãos e muçulmanos possuem esta visão sobre a arte. Outras sociedades consideram que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção.

Existem contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce. Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.A verdadeira essencia da arte e a do artista poder transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos. Uma das características da arte é a dificuldade que se tem em conferir-lhe utilidade. Muitas vezes esta dificuldade em encontrar utilidade para a arte mascara preconceitos contra a arte e os artistas.

O que deve ser lembrado é que a arte não possui utilidade, no sentido pragmatista e imediatista de servir para um fim além dele mesmo. Assim, um quadro não "serve" para outra coisa, como um desenho técnico, como uma planta de engenharia, por exemplo, serve para que se construa uma máquina. Mas isso não quer dizer que a arte não tenha uma função.

A arte possui a função transcendente, ou seja, manchas de tinta sobre uma tela ou palavras escritas sobre um papel simbolizam estados de consciência humana, abrangendo percepção, emoção e razão (segundo Charles S. Peirce, fundador da semiótica). Essa seria a principal função da arte. A arte também é usada por terapeutas, psicoterapeutas e psicólogos clínicos como terapia. Nise da Silveira foi uma importante psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung, que utilizou com sucesso em seus pacientes, a partir de 1944, a arte a partir da terapia ocupacional. Graças a este trabalho, fundou o Museu do Inconsciente, em 1952, no Rio de Janeiro. Paul McCartney, ex-Beatle, diz que a música é capaz de curar. Ele afirmou que em uma de suas visitas a um hospital que realiza tratatamento de autistas, estes respondiam quando se dedilhava algo no violão. Sabe-se que as pessoas vítimas de autismo respondem muito pouco a estímulos externos, de acordo com o grau de autismo.

A arte pode trazer indícios sobre a vida, a História e os costumes de um povo, inclusive dos povos e nações já extintos. Assim, conhecemos várias civilizações por meio de sua arte, como a egípcia, grega antiga e muitas outras.

A História da Arte é a disciplina que estuda as manifestações artísticas da humanidade através dos séculos. Grafite e outros tipos de arte de rua são gráficos e imagens pintadas por spray. São vistos pelo público em paredes de edifícios, em ônibus, trens, pontes e, normalmente sem permissão do governo. Este tipo de arte faz parte de diversas culturas juvenis. Nos EUA, na cultura hip-hop, são comumemente usadas para a expressão de opiniões sobre política, e outras vezes trazem mensagens de paz, de amor e união. A arte, como qualquer outra manifestação cultural humana, pode ser utilizada para a coesão social, reafirmando valores, ou os criticando, de acordo com a civilização. Assim, a arte é utilizada como instrumento de moralização, doutrinação política e ideológica, assim como ferramenta na educação em vários campos do conhecimento, desde o ensino básico até o treinamento de funcionários em empresas. Segundo a sistematização de conhecimento artístico e fisiológico sobre o funcionamento do cérebro realizado por Betty Edwards, principalmente a partir de sua obra Desenhando com o lado direito do cérebro, as habilidades artísticas são regidas pelo lado direito do cérebro, e a lógica e outras habilidades ligadas à racionalidade são regidas pelo lado esquerdo.

A utilização da arte como ferramenta pedagógica seria uma forma de utilizar os dois lados do cérebro, de forma complementar para um aprendizado mais eficaz. As obras de arte também podem fazer críticas a uma sociedade. Les Misérables, de Victor Hugo, é um exemplo de obra literária que critica a sociedade francesa do início do século XIX. A obra do pintor espanhol Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio é outro exemplo disso. A interpretação da obra depende do observador. Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de ideias rivais, ou para prestar um contexto social em que diferentes grupos de pessoas possam reunir e misturar-se.

A área da Arte Visual é extremamente ampla. Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma. Outras formas visuais dramáticas costumam ser incluídas em outras categorias, como teatro, música ou ópera, apesar de não existir fronteira rígida. É o caso da arte corporal e da arte interativa ou mesmo do Cinema e do Vídeo-arte, inter alia entre outros. As artes que normalmente lidam com a visão como o seu meio principal de apreciação costumam ser chamadas de artes visuais. Consideram-se artes visuais as seguintes: pintura, desenho, gravura,fotografia e cinema. Além dessas, são consideradas ainda como artes visuais: a escultura, a instalação, a arquitetura, a novela, o web design, a moda, a decoração e o paisagismo.


Nelson Aharon - Poeta e Artista Plástico.


Para começarmos a falar de História da Arte, uma definição de um artista.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobre nossa Independência - Parte 9 - Final


Conclusão:

O que vemos o tempo todo é uma luta de proprietários, comerciantes, isto é, uma elite que reinvidica poder político em suas mãos.
Falam de liberalismo ao seu modo, são liberais a favor da escravidão, dos direitos exclusivistas. Os movimentos sempre pensavam localmente e diante de objetivos
momentâneos. Não havia como alguns pregam um sentimento revolucionário que bebia
das fontes francesas. Conforme citado por Emilia Viotti.

“Embora seja evidente a influencia das idéias revolucionárias européias nos movimentos ocorridos no país, não se deve superestimar sua importância. Analisando-se os movimentos percebe-se, de imediato, sua pobreza ideológica. Inspiram-se os revolucionários vagamente ns obras dos autores europeus, conhecidas apenas de um pequeno grupo de letrados pertencentes às categorias mais representativas da sociedade: funcionários, fazendeiros, comerciantes, médicos, advogados, que as lêem frequentemente mais com entusiasmo do que com espírito critico. A maioria da população, inculta e atrasada, não chegava a tomar conhecimento das novas doutrinas.” (Brasil em Perspectiva).

Um nacionalismo inexistente de uma pátria que até hoje procura sua identidade política, e uma democracia para que todo o povo tenha suas escolhas, e não oligarquias patriarcais escolham por todos nós.




Bibliografia.
CAMPOS, Flávio de; MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História. 1.ed. São Paulo: Escala Educacional, 2005.
COSTA, Emilia Viotti. Da Monarquia à República
LINHARES, Maria Yedda (organizadora). História Geral do Brasil. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 1990.

TEIXEIRA, Francisco M. P.; DANTAS, José. História do Brasil da Colônia à República. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1979.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sobre nossa Independência - parte 8


Independência

Em junho de 1822, Dom Pedro convoca uma assembléia constituinte que seria formada por eleitos de cada província, só que existe divergências como será a forma de votos diretos ou indiretos, claro que acaba sendo indireto com padrões bem exclusivistas, para eliminar expressão popular.
No inicio de agosto são feito dois manifestos em que se ainda fala numa intenção de manter o Império numa monarquia dual, sendo que no segundo uma independência política, mas unida a Portugal. Enquanto isso, José Bonifácio construía amizades com nações para solidificar a aceitação da Independência.
Diante da intransigente posição das Cortes em Lisboa que em momento algum aceitou acordo, sabendo por ordem oficial de Portugal a destituir o governo provisório do Brasil. Não teve outra escolha, no dia 07 de setembro de 1822 proclamou a Independência do Brasil.
O que para muitos foi o ápice, na realidade era o inicio de uma revolução oligárquica dos grupos brasileiros que não aceitariam os moldes como foram formado o governo de Dom Pedro I.
Um governo com braço político e militar português, com privilégios aos patrícios do Imperador que incomodava a elite brasileira.
Apartí daí começa a crise entre o Dom Pedro I e a Assembléia Constituinte, que no dia 12 de novembro de 1823 cerca o prédio e destitui a Assembléia.
Logo após, manda redigir uma Constituição que atenda suas intenções e jura sobre ela.
Em 1826, o Imperador abre novamente a Assembléia Constituinte que volta a confrontos contra suas decisões, até que ele abdica o trono em favor de seu filho. O que para muitos completa o processo de Independência do Brasil.


Henrique Rodrigues Soares - História do Brasil

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sobre nossa Independência - parte 7


O dia do Fico

As lideranças paulista com as fluminenses, e principalmente os portugueses que aqui ficaram era grande o risco de uma independência de grupos que cortariam todos os privilégios dos que dominavam neste momento, até porque havia algumas províncias que buscavam uma republica particular, havia o medo da anarquia comandada pelos pobres e escravos que eram a maior parte da população.
Para o Príncipe era chance de ser rei de fato, já que em Portugal teria que se submeterem as Cortes, enquanto no Brasil seria líder de um novo país monárquico, como se refere o historiador Hamilton de Mattos Monteiro:

“As lideranças paulistas articulam, ao lado do prestigioso Senado da Câmara do Rio de Janeiro, a permanência do príncipe no Brasil, em aberta rebeldia contra Lisboa. Para paulistas e
fluminenses era grande o risco de desagregação do Brasil e de vitória das forças locais, particularmente em Pernambuco e no Sul, sob a égide do republicanismo. Para os grandes
fazendeiros e comerciantes, tais forças, emanadas da pequena burguesia e do povo, representavam a anarquia, a possibilidade de se extinguir a escravidão e a luta aberta contra os portugueses radicados aqui. Assim, uma monarquia grande e forte, ainda mais representando a continuidade, sob o cetro dos Braganças, era a mais importante garantia da ‘ordem’.” (História Geral do Brasil – pág. 133).

De imediato através de uma petição pública, o princípe-regente responde com o Fico, destitui o gabinete constituído por seu pai, e coloca o paulista José Bonifácio ( um dos lideres de toda esta trama) presidindo o novo gabinete, e começa a briga pela monarquia brasileira autônoma de Portugal. Na segunda fase uma luta contra fragmentação deste reino em províncias que aderiam ainda aos portugueses, e outras que buscavam caminhos próprios republicanos.


Henrique Rodrigues Soares

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Historicismo versus Positivismo - Parte 1



















O Positivismo teve como propósito transformar a História em uma ciência. A partir disso, os positivistas procuravam uma objetividade nos métodos utilizados para analisar os fatos históricos, que para eles deviam ser sempre buscados nos documentos escritos e legitimados pelo Estado.

Para os positivistas, os métodos utilizados nas ciências da natureza poderiam ser aplicados para uma análise social. Contudo, o historiador deveria manter certa imparcialidade diante seu objeto de estudo, sendo totalmente neutro para que assim chegasse a uma verdade histórica objetiva. Os positivistas faziam apenas uma análise geral para aquele fato, sem entrar em detalhes, descrevendo apenas o que o documento “fala por si só”, ou seja, ele descrevia apenas aquilo que estava escrito, sem emitir juízo de valor, sendo totalmente imparcial e objetivo. Para os historiadores positivistas, as análises não poderiam ser desconstruídas, pois os fatos são verdades absolutas.

Já a corrente historicista é uma corrente contrária ao positivismo, pois nela o historiador tem um contato direto com seu objeto de estudo, não se afastando do mesmo, pois ambos se “refletem entre si”.

A partir de tais regras, notamos que o historicismo não busca fazer uma análise objetiva do fato histórico, pois tal fato é construído e reconstruído a partir de diferentes análises. Na concepção historicista o fato está preso em seu tempo e a análise é factual, não sendo mais uma “linha do tempo”, onde os fatos são postos cronologicamente, mas podendo-se analisar certo “ponto” histórico, não sendo necessariamente linear.

Portanto, os tempos históricos e cronológicos do historicismo “andam juntos”, pois esta é uma tentativa de ruptura com o positivismo.


Henrique Rodrigues Soares.