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domingo, 6 de dezembro de 2009

História




















Discussões e entendimentos
Dinastias e invasões
Conquistas e falecimentos
Heróis e convicções


Eras e cronologias
Quimeras e luta po poder
Traições e picardias
Honrarias ao que morrer


As datas, os marcos
O que me diz a memória
Sobre os fortes e os fracos
A leitura da História.


Henrique Rodrigues Soares O que é a Verdade?

domingo, 1 de novembro de 2009

Relatos
















Guardam os povos memória
De grandes feitos vividos;
São os percursos da História,
Que os homens hão percorrido.

.
Quantas histórias de enredos,
Com personagens reais,
Não nos relatam segredos
Feitos paixões imortais?!

.
Sobram relatos de horror,
De violências, batalhas,
De guerras feitas ao calhas.

.
Faltam relatos de amor,
De vidas sãs, alegria,
Vividas em poesia.


VITOR CINTRA

domingo, 27 de setembro de 2009

Perguntas de um trabalhador que lê
















Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão os nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída -
Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China
ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A decantada Bisâncio
Tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária
Atlântida
Os que se afogavam gritavam por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou.


O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?.
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Felipe da Espanha chorou, quando sua Armada
Naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?


Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava a conta?


Tantas histórias.
Tantas questões.


Bertolt Brecht

domingo, 20 de setembro de 2009

O Historiador




















Veio para ressuscitar o tempo
E escalpelar os mortos,
As liturgias e as espadas,
O espectro das fazendas submergidas,
O muro de pedra entre membros da família,
O ardido queixume das solteironas,
Os negócios de trapaças, as ilusões,
Jamais confirmadas nem desfeitas.
Veio para contar
O que não faz jus a ser glorificado
E se deposita grânulo
No poço da memória.
É importuno.
Sabe-se importuno e insiste
Rancoroso, fiel.


Carlos Drummond de Andrade