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domingo, 1 de março de 2015
450 Anos da Cidade do Rio de Janeiro.
No dia 01 de março de 1565, Estácio de Sá, parente do governador-geral Mem de Sá desembarca num local da baía de Guanabara, onde hoje seria próximo o Pão de Açúcar. Com um grupo de soldados e jesuítas ele funda uma povoação chamada São Sebastião do Rio de Janeiro, homenagem esta ao rei de Portugal D. Sebastião.
Cidade fundada na intenção da reconquista desta região pelos portugueses, pois o local estava em posse de franceses aliados aos índios Tamoios. Com a vitória sobre o inimigo, o Rio cresce como a ligação de um nordeste que na época ascendia com maior importância com o sul que significava expansão da colônia. Também temos o movimento econômico da região de Minas com a descobertas do ouro, e então em 1763 através do Marques de Pombal recebe a posição de capital política da colônia.
Depois com a chegada da Corte que foge de Napoleão e do seu bloqueio continental o Rio ascende a posição de capital da colônia em todas esferas, e depois disso o Rio é capital da Colônia, Império e República até a construção de Brasília.
Bibliografia sugerida para leitura:
Entre livros de historia: A História do Rio de Janeiro do historiador francês Armelle Enders, Tesouros do Morro do Castelo de Carlos Kessel, A Vocação do Prazer de Rosa Maria Barboza de Araújo e O Rio de Janeiro na era Pedro Ernesto de Carlos Eduardo Sarmento.
Romances de Machado de Assis e o Projeto de História do Rio ao vivo no Rolé Carioca.
Parabéns Cidade Maravilhosa!
Henrique Rodrigues Soares - História do Rio.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
HISTÓRIA PRESENTE - Comemorando 182 anos de Nova Iguaçu.
Vale visitar até amanhã o Espaço Cultural Sylvio Monteiro em Nova Iguaçu, já que o acervo de fotos está em exposição até o dia 30 de janeiro de 2015.
Exposição em comemoração aos 182 anos da cidade de
Nova Iguaçu.
Dadinho e suas esculturas, sendo essas exposições
permanentes.
Acervo de Fotografias Coleção Arruda Negreiros.
Na primeira parte o cenário de arte cênica de Nova
Iguaçu produzida pela Companhia de Artes Cênicas de Nova Iguaçu recriando o
inicio do século XX feitos com materiais alternativos para peça teatral “Quem
não perdoa” de Júlia Lopes.
Os figurinos da chegada da Corte Imperial em visita
à cidade de Nova Iguaçu que foram usados no desfile cívico da mesma cidade em
2014.
No segundo momento esculturas de madeira do artista
Dadinho, mineiro de Diamantina radicado em Nova Iguaçu, que começou sua arte
ainda na infância por volta dos 12 anos depois de aprender o manejo com seu
pai.
Seu nome Geraldo Marçal dos Reis que começou sua
atividade artística em 1971, chegando ao apogeu em 1977. Usando a forma de talhas em troncos e raízes
de árvores construíram belíssimas cidades tentaculares.
Para terminar temos o Acervo de Fotografias do
prefeito Sebastião Arruda Negreiros, que mandou fotografar toda cidade nos anos
30, em uma de suas três passagens governando a cidade.
As fotos trazem uma riqueza panorâmica da cidade
para a memória de alguns, e para o conhecimento de outros que estão vendo pela
primeira vez. São mais de 72 fotos que
mostram a cultura e a grandeza de Nova Iguaçu que abrigava cidades vizinhas
como São João de Meriti, Queimados, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita e até Duque de Caxias. Nas fotos está até uma visita do presidente Getúlio Vargas.
| Endereço |
|
| Telefone | 021 2667-2157 |
Henrique Rodrigues Soares
sábado, 24 de janeiro de 2015
HISTÓRIA PRESENTE - Curso de Astronomia no Planetário da Gávea
Para quem se interessa a oportunidade é esta. Vamos aproveitar para nos embriagar nos segredos e história da ciência que estuda as estrelas. Abaixo informe do próprio site do Planetário da Gávea.
O curso é composto por cinco aulas que narram a história da Astronomia numa ordem cronológica, desde os primórdios da civilização, passando pela Antiguidade, Idade Média,
construção do conhecimento astronômico que se originava na necessidade da superação dos desafios impostos pela natureza. Renascimento indo até o início do século XX. Sempre que necessário, os recursos de planetário são utilizados a fim de elucidar alguns conceitos referentes à visão dos povos antigos. De 26 a 29 de janeiro, das 19h30 às 21h. Valor: R$ 30 (certificado de conclusão digital).Inscrições a partir de 19 de janeiro.
Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea
Rio de Janeiro, RJ 22451-070
Telefone : +55 21 2274-0046
Segunda a Sexta: 9h às 17h | Sábado, domingo e feriados: 14h30 às 17h.
Henrique Rodrigues Soares.
HISTÓRIA PRESENTE - O Último Rolé Carioca versão 2014.
Para encerrar Rolé Carioca edição 2014 vamos de Praça XV e Castelo no dia 25 de janeiro de 2015, ao mesmo tempo o primeiro do ano que estamos.
Com seu horário inicial ás 09:00 mais um dos passeios agradáveis pela História do Rio de Janeiro com os professores William Martins e Rodrigo Rainha.
Vamos abrir o ano de 2015 com #rolécarioca no dia 25/01, ás 9h, na região do Castelo - ponto de encontro: Largo do Paço (ao lado do Paço Imperial).
O Castelo é uma região do Centro da cidade do Rio de Janeiro. Por não ser oficialmente um bairro, seus limites são imprecisos e não oficiais. Geralmente, considera-se que se localiza na região entre a Avenida Rio Branco, o Aeroporto Santos Dumont e a Praça 15 de Novembro (Praça XV). A área tem esse nome por situar-se na antiga localização do Morro do Castelo, demolido por jatos d'água a partir da década de 1920. Inicialmente o morro foi chamado de Morro do Descanso, referênciando ao local de descanso após a vitória definitiva e reconquista da terra.
Trajeto: Praça XV – Estação Praça XV/CCR Barcas – Paço Imperial – Arco dos Teles – Palácio Tiradentes (Alerj) – Igreja de São José – Igreja do Carmo
Já ficamos na espera pela 3ª edição do Rolé Carioca. Vamos que vamos!
Henrique Rodrigues Soares - História do Rio
Parte descrita do https://www.facebook.com/RoleCarioca
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Pílulas da História
Neste 15 de janeiro de 2015, o Brasil
comemora 30 anos da eleição para presidente de Tancredo Neves, que morreu antes de assumir o cargo. A vitória de Tancredo encerrou um
ciclo de 21 anos de regime militar. A votação foi indireta, por um colégio
eleitoral.
Essa eleição foi indireta pelo Colégio
Eleitoral (isto é, os parlamentares), devido ao esvaziamento do Congresso na
votação da Emenda Dante de Oliveira, tática usado pelos arenistas (agora PDS)
tentando enfraquecer a oposição que havia sido dividida em alguns partidos.
O povo apoiou as Diretas Já, em grandes comícios populares com uma
adesão há muito tempo não vista.
Na eleição Tancredo Neves derrotou Paulo Maluf por 480 a 180 votos de
forma esmagadora.
Infelizmente Tancredo não completou a trajetória. Internado às pressas
na véspera da posse, passou por várias cirurgias e morreu em 21 de abril de
1985. Coube ao vice-presidente eleito, José Sarney, um dissidente do regime
militar, incorporar o desejo dos brasileiros por liberdade política.
Henrique Rodrigues Soares - Pílulas da História
Fontes:
del Priore, Mary e Venancio, Renato. Uma breve história do Brasil – São Paulo:
Editora Planeta do Brasil, 2010.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Os Calendários
Um sistema de contagem de dias e meses que visa atender eventos civis e religiosos de determinadas regiões e culturas. Na História o tempo é uma ferramenta visível em instrumentos como calendários e a cronologia.
Neste texto vamos identificar os calendários com suas várias convenções e métodos diferentes.
A maioria dos povos elaboram suas divisões do tempo baseados nos movimentos da Terra em torno do Sol ou nas fases da Lua, mas o Egípcio Antigo por exemplo era contado apartir do reinado de cada Faraó e com a morte dele nascia uma nova Era. Outro calendário muito confuso e que pouco foi usado, o Republicano francês da Revolução Jacobina que começava no equinócio do outono do hemisfério norte.
Nos usamos o calendário cristão que conta os acontecimentos antes e depois do nascimento de Cristo, e quanto as suas divisões é chamado de gregoriano, pois foi criado pelo Papa Gregório XIII para consertar os problemas que ainda existiam no calendário juliano. Juliano de Júlio César que com a ajuda do astrônomo Sosígenes de Alexandria (séc I a.C.), este introduzindo um ano médio de 365,25 dias que tinhas alguns ajustes estranhos que foram aprimorados pelo atual que usamos.
O calendário cristão hoje é o mais usado em todo planeta, é solar, dividido em 11 meses de 30 ou 31 dias, e 1 mês que tem 28 dias, sendo que em ano bissexto tem 29 dias, sempre o segundo mês do ano. Os meses divididos em 4 semanas de 7 dias cada.
Henrique Rodrigues Soares
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Um pouco de História sobre o Ano Novo.
O Réveillon é a
comemoração da passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro
do ano seguinte. A palavra veio do francês e significa “despertar” ou
“retomar”, em referência à nova etapa de uma vida que se inicia. Curiosamente,
o termo era anteriormente empregado para nomear a noite da ceia de Natal e só
posteriormente passou a designar a virada do ano.
A festa de Ano Novo
já é uma tradição no Brasil e em boa parte do mundo, assumindo, em muitos
casos, um caráter religioso cristão. No entanto, a origem do Réveillon é muito
anterior ao cristianismo, sendo geralmente atribuída à Mesopotâmia, em 2000
a.C., em uma comemoração a algo como o “Festival de Ano Novo”. Persas,
fenícios, assírios e gregos, desde tempos remotos, também realizavam as suas
celebrações de passagem de ano.
No Brasil, assim
como na maior parte dos países de tradição ocidental, o Réveillon é comemorado
no dia 1º de janeiro. Isso resulta de uma decisão do calendário romano, por
volta de 743 a.C., que foi mantida pelo calendário juliano e preservada quando
a Igreja Católica adotou oficialmente o calendário gregoriano já no século XVI.
Atualmente, o mais
comum durante a comemoração do Ano Novo é o show de fogos de artifício, além
das inúmeras tradições que variam de um país para outro. No Brasil, por
exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e
afro-brasileira, tais como o Candomblé e, principalmente, a Umbanda.
O culto à Iemanjá
com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte
dessas religiões, tendo uma grande receptividade junto ao público católico.
Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição
pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do orixá Oxalá.
Para
muitos, o Réveillon é um momento de renovação, de planejar ou de colocar em
prática planos antigos. Assim, são várias as simpatias e superstições para que
tudo ocorra bem, como comer lentilhas, pular sete ondas (o número sete também
se relaciona a religiões e crenças), entre outros inúmeros hábitos. É claro que
isso tudo se trata de simbolismos, sendo, portanto, práticas de manifestação
cultural que revelam as relações de identidade das pessoas em relação à
sociedade e ao espaço.
O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1 de janeiro (Dia do Ano Novo), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio Cesár, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte) - uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, tampouco os primeiros cristãos.
A ordem dos meses no calendário romano vai de janeiro a dezembro desde o rei Numa Pompilius em cerca de 700 a.C, de acordo com Plutarco e Macrobius. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano na cultura ocidental. Até 1751, por exemplo, na Inglaterra e no País de Gales (e em todos os domínios britânicos), o ano-novo começava em 25 de março. Desde então, o 1º de janeiro tornou-se o primeiro dia do ano. Durante a Idade Média, vários outros dias foram diversas vezes considerados como o início do ano civil (1 de março, 25 de março, 1 de setembro, 25 de dezembro). Em muitos países, como República Checa, Brasil, Espanha, Portugal, Itália e Reino Unido, o dia 1 de janeiro é um feriado nacional. Na cultura da América Latina, há uma variedade de tradições e superstições em torno dessas datas como presságios para o próximo ano.
Rosh Hashaná (em hebraico, literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo judaico. Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico, sétimo mês no calendário bíblico e nono mês no calendário gregoriano.
Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel. Por isto considera-se este dia como Dia de Julgamento (Yom ha-Din) e Dia de Lembrança (Yom ha-Zikkaron), o início de um período de instrospecção e meditação de dez dias (Yamim Noraim) que culminará no Yom Kippur, um período no qual se crê que o Criador julga os homens.
O ano-novo chinês é uma referência à data de comemoração do ano novo adotadas por diversas nações do oriente que seguem um calendário tradicional distinto do ocidental, o calendário chinês.
As diferenças entre os dois calendários fazem que a data de início de cada ano-novo chinês caia a cada ano em uma data diferente do calendário ocidental.
O calendário chinês é lunissolar, tem em consideração tanto as fases da lua como a posição do sol. O ano-novo chinês começa na noite da lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo quinto grau de Aquário.
Os chineses relacionam cada novo ano a um dos doze animais que teriam atendido ao chamado de Buda para uma reunião. Apenas doze se apresentaram, Buda em agradecimento os transformou nos signos da astrologia chinesa.
Os doze animais do horoscopo a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda acima citada: rato, búfalo/boi, tigre, coelho, dragão, serpente/cobra, cavalo, carneiro/cabra, macaco, galo, cachorro/cão e o javali/porco.
Henrique Rodrigues Soares
domingo, 9 de novembro de 2014
A Queda do Muro de Berlim! Já Faz 25 Anos!
Muitos hoje têm dificuldade de lembrar. Nossos jovens só
enxergam isso nos períodos que a Historia obriga-os estudar sobre isso. Para eles estas barreiras num mundo
globalizado, em que um enter me faz andar léguas e léguas, ficam impossíveis conceber.
Mas existiu sim, construído em agosto de 1961, fruto de
uma Europa dividida pós Segunda Guerra Mundial, entre capitalistas e socialistas,
o lado ocidental controlado por Estados Unidos, Inglaterra e França, e
posteriormente por Estados Unidos e o lado oriental pela União Soviética.
Com o crescimento do lado ocidental transformando a
Alemanha entre as nações mais ricas do mundo, e somando a isso a liberdade de
expressão, coisas que no lado oriental não era possível. Mas o atraso tecnológico e dificuldades econômicas
fruto do alinhamento soviético que sofria os desgastes profundos da burocracia.
O Muro de Berlim foi construído com intuito de conter as
fugas de alemães do lado oriental para o ocidental atrás de melhores oportunidades
e democracia.
Veja um relato triste da construção do muro:
“Vinte e oito anos e 91 dias”,
diz um homem de trinta e muito anos, voltando a pé pela Friedrichstrasse acima.
Vinte e oito anos e 91 dias desde a construção do Muro. Naquele dia, em agosto de 1961, os pais dele
queriam ter ido ver um filme de faroeste em uma sessão tardia de cinema de
Berlim Ocidental, mas o filho de 11 anos deles estava cansado demais. De madrugada, eles acordaram com o barulho
dos tanques. Ele nunca mais fora a
Berlim Ocidental, desde aquele dia. –
Timothy Garton Ash. Nós, o povo: a revolução de 1989 em Varsóvia, Budapeste,
Berlim e Praga. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
Na visita de Gorbachev em outubro de 1989, no 40°
aniversário da República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental, num discurso a
jovens estudantes ele profere tais palavras proféticas “Um governo que não muda
com a vida está condenado ao desaparecimento”. Uma observação que não passou em
branco.
Com a Glasnost de Gorbachev na URSS, nasce um movimento
no lado oriental exigindo melhor qualidade de vida, “Wir sind das Vilk” (O povo
somos nós) que no dia 09 de novembro de 1989 culmina com a derrubada do
famigerado muro.
Para a maioria dos historiadores é fim do mundo
bipolarizado, e o novo recomeço para os alemães que reencontram amigos e
familiares e reconquistam sua liberdade.
Para os governantes o desafio de uma Alemanha única e
forte que atenda os anseios de seu povo.
Para o mundo a vitória da Liberdade! Um marco do poder de
homens que exigem suas liberdades.
Henrique Rodrigues Soares - História Contemporânea.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
História Viva n° 122 - Dezembro
Logo na página 7 uma entrevista com o jornalista e ex-guerrilheiro Cid Benjamin, falando sobre seu livro "Gracias a la vida - Memórias de um militante.
Depois temos o Testemunho do Horror, relato precioso de um tumbeiro sobre viagem do navio negreiro.
Como tema principal um Dossiê sobre os últimos dias do Império Romano. Vários historiadores dissecando sobre diversos assuntos que culminam a derrocada de Roma.
Outros Assuntos:
O nascimento de uma capital - História do Rio.
O campeonato esquecido - História do Futebol.
A quem interessava a morte de JFK? - História dos Estados Unidos.
Reportagem sobre os Moais na Ilha de Páscoa.
Lascaux, o Louvre da pré-história.
Brazza, o explorador apagado da memória.
Na seção 24 Horas, 15 de Outubro de 1894, a prisão do capitão Alfred Dreyfus acusado de traição ao exército francês.
Em Destinos Históricos, a cidade de Lyon, a francesa romana que foi capital das Gálias.
História Agora, destaca os Gauleses mais famosos dos quadrinhos - Astérix e Obelix.
Destaca também o livro "Pedrinhas miudinhas - Ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros do escritor e mestre de História Luiz Antonio Simas.
A descoberta da Tumba Wari no Peru, no sítio arqueológico Huaca Pucllana, que contém dois cadáveres teve a idade estimada em mais de mil anos.
A volta do Mercado da Praça XV em meios as controversas da demolição da Perimetral.
Henrique Rodrigues Soares -
domingo, 22 de dezembro de 2013
Brasil Handebol Melhor do Mundo!
Dentro da Servia, enfrentando a maré vermelha, uma torcida de cerca de quase 20 mil pessoas, o Brasil se sagrou campeão mundial feminino invicto.
Um esporte abandonado por nossa mídia e autoridades esportivas, a final inédita foi transmitida pelo canal Esporte Interativo, o Brasil até hoje só tinha chegado ao máximo nas quartas de final.
Fruto do esforço de professores de Educação Física por este país, e de nossos jogadores que a maioria tenta sorte em clubes estrangeiros, este esporte vai conquistando seu espaço.
Com a goleira Babi como a melhor da competição em sua posição e Duda Amorim como a melhor jogadora da competição.
Parabéns Meninas! Que venham mais glórias! Que o masculino tenha a mesma sorte.
A CAMPANHA DO TÍTULO
Primeira fase (Grupo B):
Brasil 36 x 20 Argélia
Brasil 34 x 21 China
Brasil 25 x 23 Sérvia
Brasil 24 x 20 Japão
Brasil 23 x 18 Dinamarca
Oitavas: Brasil 29 x 23 Holanda
Quartas: Brasil 33 x 31 Hungria
Semifinal: Brasil 27 x 21 Dinamarca
Final: Brasil 22 x 20 Sérvia.
Henrique Rodrigues Soares - História do Esporte
Fontes: http://globoesporte.globo.com/
Foto EFE
sábado, 21 de dezembro de 2013
O Apartheid
O termo apartheid se refere a uma política racial implantada
na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com
direito a voto, detinha todo poder político e econômico no país, enquanto à
imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente à legislação
separatista. Esta palavra no idioma africâner
é separação.
A política de segregação racial começou a partir de 1913 e
foi oficializado em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao
poder. O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas e os proibia de
adquirir terras na maior parte do país, com a criação da Lei das Terras Nativas
que destinava 87% das terras do país à minoria branca, obrigando a população
negra a viver em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento
geográfico. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de diferentes etnias
também eram proibidos.
A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na
década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra
criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Em 1960, a polícia matou 67
negros que participavam de uma manifestação pacífica. Mandela sempre defendeu a
luta pacífica contra o apartheid, porém, depois deste dia 21 de março, nesse
que ficou conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela
passasse a defender a luta armada contra o sistema.
Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do
CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda
financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e
condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior
sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado à prisão
perpétua por planejar ações armadas.
No dia 16 de junho de 1976 outra manifestação que ficou
conhecida como o Levante de Soweto (ou Massacre de Soweto) começou com uma
marcha de 10.000 estudantes carregando faixas e palavras de ordem, dizendo:
"Abaixo Afrikaans" e "Viva Azania" (o nome dado à África do
Sul por nacionalistas negros). Policiais
armados tentaram cercar os alunos como eles chegaram Phefeni School, sobre uma
pequena colina rodeada pelas casas de mais de um milhão de sul-africanos
negros.
A polícia diz que os alunos começaram a atirar pedras e
outros objetos. Eles responderam disparando munição real contra a multidão. Outro repórter disse que viu a polícia atirar
uma granada de gás lacrimogêneo contra a multidão, sem aviso prévio. Quando os
manifestantes responderam com pedras, os policiais abriram fogo.
Hoje é comemorado nesta data, o dia da criança africana por
causa da celebre foto de uma criança negra morta levada no colo por outro jovem
negro.
Com o fim do império português na África (1975) e a queda do
governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbábue (1980), o domínio branco
na África do Sul entrou em crise. Esses fatos intensificaram as manifestações
populares contra o apartheid. A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou dar
fim à política praticada no país. O presidente Piter Botha promoveu reformas,
mas manteve os principais aspectos do regime racista.
Com a posse de Frederick de Klerk na presidência, em 1989,
ocorreram várias mudanças. Em 1990, Mandela foi libertado e o CNA recuperou a
legalidade. Klerk revogou as leis raciais e iniciou o diálogo com o CNA. Sua
política foi legitimada por um plebiscito só para brancos, em 1992, no qual 69%
dos eleitores (brancos) votaram pelo fim do apartheid.
Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril
de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras
eleições multirraciais do país.
O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra,
restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que
destinou 87% do território à minoria branca.
Henrique Rodrigues Soares - História Contemporânea
1ª imagem no lado esquerdo mais acima " Massacre de Sharpeville"
2ª imagem no lado direito mais abaixo " Massacre do Soweto"
Todas imagens da internet.
Bibliografia:
BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 2010.
ALMANAQUE ABRIL 2013. São Paulo: Editora Abril, 2013.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Centenário de Vinicius de Moraes
Marcus Vinicius da
Cruz de Mello Moraes, conhecido como Vinicius de Moraes nasceu em 19 de outubro
de 1913, no Rio de Janeiro, e por isso, comemorou em todo mês de outubro o
centenário do querido poetinha como era carinhosamente chamado.
De alma carioca, botafoguense, este poeta da praia de Ipanema, maravilhoso sonetista, foi também
compositor e dramaturgo.
Com apenas 16 anos entrou para a Faculdade de Direito do
Catete, onde se formou em 1933, ano no qual teve seu primeiro livro publicado
“O caminho para a distância”. Durante o período de formação acadêmica firmou
amizades com vínculos boêmios e desde então, viveu uma vida ligada à boemia.
Após alguns anos foi estudar Literatura Inglesa na
Universidade morou em São Paulo, onde fez amizade com Mário de Andrade, Manuel
Bandeira e Carlos Drummond de Andrade e também efetivou o primeiro de seus nove
casamentos. Logo após algumas atuações como jornalista, cronista e crítico de
cinema, ingressou na diplomacia em 1943. Por causa da carreira diplomática,
Vinicius de Morais viajou para Espanha, Uruguai, França e Estados Unidos,
contudo sem perder contato com o que acontecia na cultura do Brasil.
É um dos fundadores do movimento revolucionário na música
brasileira, chamado de “Bossa Nova”, juntamente com Tom Jobim e João Gilberto.
Com essa nova empreitada no mundo da música, Vinicius de Moraes abandonou a
diplomacia e se tornou músico, compôs diversas letras e viajou através das
excursões musicais. Durante esse período viveu intensamente os altos e baixos da
vida boêmia, além de vários casamentos.
O início da obra de Vinicius de Moraes segue uma aliança com
o Neo-Simbolismo, o qual traz uma renovação católica da década de 30, além de
uma reformulação do lado espiritual humano. Vários poemas do autor enquadram-se
nesta fase de temática bíblica. Porém, com o passar dos anos, as poesias foram
focando um erotismo que passava a entrar em contradição com a sua formação
religiosa.
Após essa fase de dicotomia entre prazer da carne e
princípios cristãos, infelicidade e felicidade, Vinicius de Moraes partiu para
uma segunda fase poética: a temática social e a visão de amor do poeta.
Há diferenças na estrutura da primeira fase poética do
escritor em relação à segunda: a mudança dos versos longos e melancólicos para
uma linguagem mais objetiva e coloquial.
Infelizmente, faleceu no dia 09 de julho de 1980, na sua cidade querida, o Rio de Janeiro.
Entre suas obras temos na poesia os clássicos sonetos de
amor, como o “Soneto da Fidelidade”, “Soneto do Amor Total” e “Soneto de
Separação”. Poesias críticas como “Rosa
de Hiroxima”.
No teatro a obra mais famosa Orfeu da Conceição, que no cinema foi adaptada pelo cineasta Cacá Diegues.
Na música entre tantas parcerias, a Garota de Ipanema, com
Tom Jobim, andou o mundo sendo traduzidas em vários idiomas.
Também fez músicas infantis com seu amigo Toquinho no
projeto Arca de Noé 1 e 2.
Henrique Rodrigues Soares.
Fontes: www.brasilescola.com
CEREJA, William Roberto. MAGALHÃES, Thereza Cochar.
Literatura Brasileira. São Paulo, Atual, 2000.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sobre nossa Independência - Parte 9 - Final
Conclusão:
O que vemos o tempo todo é uma luta de proprietários, comerciantes, isto é, uma elite que reinvidica poder político em suas mãos.
Falam de liberalismo ao seu modo, são liberais a favor da escravidão, dos direitos exclusivistas. Os movimentos sempre pensavam localmente e diante de objetivos
momentâneos. Não havia como alguns pregam um sentimento revolucionário que bebia
das fontes francesas. Conforme citado por Emilia Viotti.
“Embora seja evidente a influencia das idéias revolucionárias européias nos movimentos ocorridos no país, não se deve superestimar sua importância. Analisando-se os movimentos percebe-se, de imediato, sua pobreza ideológica. Inspiram-se os revolucionários vagamente ns obras dos autores europeus, conhecidas apenas de um pequeno grupo de letrados pertencentes às categorias mais representativas da sociedade: funcionários, fazendeiros, comerciantes, médicos, advogados, que as lêem frequentemente mais com entusiasmo do que com espírito critico. A maioria da população, inculta e atrasada, não chegava a tomar conhecimento das novas doutrinas.” (Brasil em Perspectiva).
Um nacionalismo inexistente de uma pátria que até hoje procura sua identidade política, e uma democracia para que todo o povo tenha suas escolhas, e não oligarquias patriarcais escolham por todos nós.
Bibliografia.
CAMPOS, Flávio de; MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História. 1.ed. São Paulo: Escala Educacional, 2005.
COSTA, Emilia Viotti. Da Monarquia à República
LINHARES, Maria Yedda (organizadora). História Geral do Brasil. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 1990.
TEIXEIRA, Francisco M. P.; DANTAS, José. História do Brasil da Colônia à República. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1979.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Sobre nossa Independência - parte 8
Independência
Em junho de 1822, Dom Pedro convoca uma assembléia constituinte que seria formada por eleitos de cada província, só que existe divergências como será a forma de votos diretos ou indiretos, claro que acaba sendo indireto com padrões bem exclusivistas, para eliminar expressão popular.
No inicio de agosto são feito dois manifestos em que se ainda fala numa intenção de manter o Império numa monarquia dual, sendo que no segundo uma independência política, mas unida a Portugal. Enquanto isso, José Bonifácio construía amizades com nações para solidificar a aceitação da Independência.
Diante da intransigente posição das Cortes em Lisboa que em momento algum aceitou acordo, sabendo por ordem oficial de Portugal a destituir o governo provisório do Brasil. Não teve outra escolha, no dia 07 de setembro de 1822 proclamou a Independência do Brasil.
O que para muitos foi o ápice, na realidade era o inicio de uma revolução oligárquica dos grupos brasileiros que não aceitariam os moldes como foram formado o governo de Dom Pedro I.
Um governo com braço político e militar português, com privilégios aos patrícios do Imperador que incomodava a elite brasileira.
Apartí daí começa a crise entre o Dom Pedro I e a Assembléia Constituinte, que no dia 12 de novembro de 1823 cerca o prédio e destitui a Assembléia.
Logo após, manda redigir uma Constituição que atenda suas intenções e jura sobre ela.
Em 1826, o Imperador abre novamente a Assembléia Constituinte que volta a confrontos contra suas decisões, até que ele abdica o trono em favor de seu filho. O que para muitos completa o processo de Independência do Brasil.
Henrique Rodrigues Soares - História do Brasil
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sobre nossa Independência - parte 7
O dia do Fico
As lideranças paulista com as fluminenses, e principalmente os portugueses que aqui ficaram era grande o risco de uma independência de grupos que cortariam todos os privilégios dos que dominavam neste momento, até porque havia algumas províncias que buscavam uma republica particular, havia o medo da anarquia comandada pelos pobres e escravos que eram a maior parte da população.
Para o Príncipe era chance de ser rei de fato, já que em Portugal teria que se submeterem as Cortes, enquanto no Brasil seria líder de um novo país monárquico, como se refere o historiador Hamilton de Mattos Monteiro:
“As lideranças paulistas articulam, ao lado do prestigioso Senado da Câmara do Rio de Janeiro, a permanência do príncipe no Brasil, em aberta rebeldia contra Lisboa. Para paulistas e
fluminenses era grande o risco de desagregação do Brasil e de vitória das forças locais, particularmente em Pernambuco e no Sul, sob a égide do republicanismo. Para os grandes
fazendeiros e comerciantes, tais forças, emanadas da pequena burguesia e do povo, representavam a anarquia, a possibilidade de se extinguir a escravidão e a luta aberta contra os portugueses radicados aqui. Assim, uma monarquia grande e forte, ainda mais representando a continuidade, sob o cetro dos Braganças, era a mais importante garantia da ‘ordem’.” (História Geral do Brasil – pág. 133).
De imediato através de uma petição pública, o princípe-regente responde com o Fico, destitui o gabinete constituído por seu pai, e coloca o paulista José Bonifácio ( um dos lideres de toda esta trama) presidindo o novo gabinete, e começa a briga pela monarquia brasileira autônoma de Portugal. Na segunda fase uma luta contra fragmentação deste reino em províncias que aderiam ainda aos portugueses, e outras que buscavam caminhos próprios republicanos.
Henrique Rodrigues Soares
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Historicismo versus Positivismo - Parte 1
O Positivismo teve como propósito transformar a História em uma ciência. A partir disso, os positivistas procuravam uma objetividade nos métodos utilizados para analisar os fatos históricos, que para eles deviam ser sempre buscados nos documentos escritos e legitimados pelo Estado.
Para os positivistas, os métodos utilizados nas ciências da natureza poderiam ser aplicados para uma análise social. Contudo, o historiador deveria manter certa imparcialidade diante seu objeto de estudo, sendo totalmente neutro para que assim chegasse a uma verdade histórica objetiva. Os positivistas faziam apenas uma análise geral para aquele fato, sem entrar em detalhes, descrevendo apenas o que o documento “fala por si só”, ou seja, ele descrevia apenas aquilo que estava escrito, sem emitir juízo de valor, sendo totalmente imparcial e objetivo. Para os historiadores positivistas, as análises não poderiam ser desconstruídas, pois os fatos são verdades absolutas.
Já a corrente historicista é uma corrente contrária ao positivismo, pois nela o historiador tem um contato direto com seu objeto de estudo, não se afastando do mesmo, pois ambos se “refletem entre si”.
A partir de tais regras, notamos que o historicismo não busca fazer uma análise objetiva do fato histórico, pois tal fato é construído e reconstruído a partir de diferentes análises. Na concepção historicista o fato está preso em seu tempo e a análise é factual, não sendo mais uma “linha do tempo”, onde os fatos são postos cronologicamente, mas podendo-se analisar certo “ponto” histórico, não sendo necessariamente linear.
Portanto, os tempos históricos e cronológicos do historicismo “andam juntos”, pois esta é uma tentativa de ruptura com o positivismo.
Henrique Rodrigues Soares.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Sobre nossa Independência - Parte 6
Revolução do Porto
O mais interessante que esta Revolução Constitucionalista em Portugal que foi vital para o caminho da Independência do Brasil.
A mudança de Lisboa para o Rio de Janeiro da família real, que no inicio foi uma solução, agora havia se tornado um problema, já que até pela posição geográfica o Rio de Janeiro era o centro do Império Português.
Perto da África, com livre mercado com ingleses, com as províncias ligados ao Rio pela centralidade da realeza, Portugal vai ficando como adjacente do Brasil.
Na realidade Portugal estava acordando pelo efeito desta inversão brasileira, até porque havia sempre vivido da exploração colonial, e agora tinha ficado a mercê de uma economia local muito frágil para os padrões europeus.
Com idéias revolucionárias do fim do absolutismo que já havia acontecido em todo continente, este movimento da cidade de Porto estabeleceu a convocação de uma assembléia constituinte sob o nome Cortes para cobrar e pressionar o rei a sua volta e o retorno dos monopólios portugueses.
A demora da decisão de Dom João VI em voltar, pois chegou a pensar em enviar seu filho, o príncipe Dom Pedro, só aumentava a revolta do povo português contra a monarquia, e a angustia em frente à miséria que assolava ao Reino Português.
A Revolução vencia sua primeira exigência, o rei retornava contra sua própria vontade no dia 26 de abril de 1821 com parte da corte, pois deixa seu filho como príncipe-regente do Brasil.
Porém a Assembléia das Cortes exigia também mudanças econômicas e políticas que subordinassem o Brasil ao antigo regime colonial. Foi retirado o poder do governo regencial de Dom Pedro no Brasil, extinguidos todos os tribunais e departamentos governamentais no Rio de Janeiro. Foi enviadas tropas para o Rio de Janeiro e Pernambuco para submeter o Príncipe, e também por serem os maiores centros ideais de independência.
Ao ver que o Rio de Janeiro e algumas províncias se rebelaram contra seus decretos, as Cortes tenta dialogar com cada província separada. Pernambuco e Ceará não aceitavam mais intervenções portuguesas, entretanto, os pernambucanos se mostravam querer uma independência própria. Minas Gerais hesitava no mesmo propósito, enquanto São Paulo se aliava ao Rio de Janeiro dando sustentação ao Príncipe-regente. No restante estavam subordinados as Cortes.
Henrique Rodrigues Soares
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sobre nossa Independência - Parte 5
A chegada da Corte.
Com a pressão de uma invasão francesa as portas de Portugal, a Corte se sente obrigada para uma transferência para o Brasil, com proteção dos aliados ingleses.
Então em 1808 começa a se construir a condição favorável para futura Independência com as primeiras atitudes do príncipe regente Dom João VI, em abrir os portos a todas as nações, fazendo tratados comerciais com ingleses que depois se tornaria um dos pilares do interesse britânico em intervir afavor dos brasileiros.
Dom João VI trouxe uma infra-estrutura, e construindo o que faltava para que a cidade do Rio de Janeiro estivesse em condições de ser capital administrativa da realeza portuguesa, como relata o historiador Ciro Flamarion Cardoso:
“Um verdadeiro aparelho de estado e um corpo diplomático instalaram-se no Rio. E em 16 de dezembro de 1815, o Brasil passou à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarve. Assim, a ex-capital colonial tornara-se sede de ministérios, secretarias, tribunais, repartições públicas, de um Conselho de Estado, outro de Fazenda etc. E foi no Rio de Janeiro que, morta a rainha, o até então príncipe-regente foi aclamado, em 1818, como rei João VI.” (História Geral do Brasil – pág.124).
O Rio de Janeiro foi a cidade que experimentou as maiores transformações, sua população teve um aumento de quase 50%, fora as manufaturas até por causa do alto crescimento demográfico. Houve também na Bahia, o primeiro estabelecimento de curso superior, teve inicio a exploração de ferro em Minas Gerais e em São Paulo.
Apesar de tudo isso havia um grande descontentamento com privilégios que portugueses recebiam em todas suas atividades, tanto que nesse período vemos nascer a Revolução Pernambucana da qual já nos referimos.
“(...) O afluxo de comerciantes e funcionários lusos foi intenso nos anos que se seguiram à instalação do governo lusitano no Rio de Janeiro, cidade que começou a ser percebida como “portuguesa” por excelência pelos habitantes de outras partes do Brasil. A xenofobia esteve presente na revolução que começou no Recife em 1817, chefiada de inicio por um comerciante liberal e logo contando com o apoio de militares,
funcionários, membros do clero e proprietários.” (História Geral do Brasil – pág. 125).
Henrique Rodrigues Soares
domingo, 7 de novembro de 2010
Sobre nossa Independência - Parte 4
Como que é esse Nacionalismo?
Todos os movimentos anteriores a Independência sempre foram locais, e apenas assumindo quando muito as regiões mais próximas, como no caso da Revolução Pernambucana, ajuntaram-se as províncias do Rio grande do Norte, Paraíba e Ceará.
Não existe ideal nacionalista, não existe clamor por uma pátria, mas sim por uma guerra de interesses comerciais. Existe sim, um antiportuguesismo generalizado.
Para negros e mestiços, é uma luta contra os brancos, é a busca da luta pela igualdade de oportunidades e direitos, e para os fazendeiros, comerciantes, a alta classe era garantia da ordem e seus privilégios.
Apartir do país independente fica notório que tudo fica do mesmo jeito nas questões de distribuição econômica e nas estruturas da sociedade, isto é, vitória da elite.
Ressalto que no período da maioria das rebeliões o que temos hoje como espaço brasileiro nem existia, pois tínhamos o Brasil e o estado do Grão Pará e Maranhão.
Outro fator preponderante é que a população maior que era os mais pobres, não tinha conhecimento dos acontecimentos, e muito menos conhecimento dos ideais libertários franceses. Não havia comunicação adequada entre as regiões, nem estradas em quantidade ou qualidade que torna-se isso viável.
Henrique Rodrigues Soares
domingo, 31 de outubro de 2010
Sobre nossa Independência - Parte 3
Alguns dos principais movimentos:
Houve antes vários movimentos pequenos que não vieram a influenciar a Independência desde o século XVII, mas vamos falar dos mais recentes e importantes:
Inconfidência Mineira (1789) – Desde metade do século XVIII, há uma queda acentuada na mineração, apesar desta decadência, o Marquês de Pombal determina a derrama, com isso começa uma conspiração organizada da elite que se revolta com esta cobrança desmedida.
O movimento não chega a lugar algum, pois antes disso, os planos são delatados e presos os envolvidos, sendo condenados, e um em especial o alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) em que recai o papel de líder, com enforcamento e esquartejamento para servir de alerta às idéias de independência.
Conjuração do Rio de Janeiro (1794) – Nesta época a Coroa preocupada com as tensões coloniais, recebe denuncias de reuniões noturnas e de ideais subversivos de integrantes da Sociedade Literária e os prende antes de alimentar qualquer ação conspiratória. Para a Coroa foi desbaratada mais uma rebelião local.
Revolta dos Alfaiates (1798) – Com este nome fica conhecida à conjuração baiana que dentre os movimentos foi o que mais abarcou as camadas mais pobres, apesar da liderança elitista que nasceram nas lojas maçônicas.
Quando o Governo Geral do Brasil é transferido para o Rio de Janeiro, a estagnação econômica que já desde o declínio da exportação açucareira se acentua, criando uma insatisfação grande dos poderosos, como dos pequenos da sociedade baiana.
É interessante ressaltar que outra vez a Coroa reprime mais este movimento com a prisão dos intelectuais e os mais abastados, enquanto os das classes mais pobres são julgados e executados.
Revolução Pernambucana (1817) – De todas as regiões brasileiras é a que alimenta mais o antiportuguesismo desde as invasões holandesas, por ter perdido seu papel de importância na colônia, e por pagar caro pela estada do Reino ao Brasil em 1808, com mais impostos para sustentar a corte que fica no Rio de Janeiro.
Depois de se acender todas as discussões nas várias lojas maçônicas e amadurecer um ideal de libertação, com a posse de um novo governador que tem uma administração mais pelos interesses portugueses, a conspiração torna-se inevitável.
É também o movimento mais importante em qual quando reprimidos pela Coroa, tomam a cidade de Recife e proclamam a Republica de Pernambuco. Depois de algumas medidas populares trazendo o povo mais humilde a revolução, é enviado aos Estados Unidos, Inglaterra e Argentina, emissários para o reconhecimento da independência.
Em outra frente são enviados emissários as regiões vizinhos para aumentar o tamanho da revolução como Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, mas fracassam rapidamente.
Como Pernambuco não consegue o seu intento de reconhecimento internacional, nem de apoio em terras brasileiras, torna-se presa fácil à repressão portuguesa. São atacados por terra e encurralados pelo mar até se dispersarem. Os que não morrem em combates, são presos, e alguns torturados até a morte.
Porém este movimento deixa aceso entre suas cinzas à insatisfação da colônia com o governo português, e marcas de uma liberdade necessária para uma economia e política local.
Um fator preocupante para os portugueses é que esta rebelião aconteceu com o próprio rei em terras brasileiras, não era mais um sentimento de está distante da Metrópole, mas sim de cortar os laços de ser colônia explorativa dos portugueses de lá.
Henrique Rodrigues Soares
Houve antes vários movimentos pequenos que não vieram a influenciar a Independência desde o século XVII, mas vamos falar dos mais recentes e importantes:
Inconfidência Mineira (1789) – Desde metade do século XVIII, há uma queda acentuada na mineração, apesar desta decadência, o Marquês de Pombal determina a derrama, com isso começa uma conspiração organizada da elite que se revolta com esta cobrança desmedida.
O movimento não chega a lugar algum, pois antes disso, os planos são delatados e presos os envolvidos, sendo condenados, e um em especial o alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) em que recai o papel de líder, com enforcamento e esquartejamento para servir de alerta às idéias de independência.
Conjuração do Rio de Janeiro (1794) – Nesta época a Coroa preocupada com as tensões coloniais, recebe denuncias de reuniões noturnas e de ideais subversivos de integrantes da Sociedade Literária e os prende antes de alimentar qualquer ação conspiratória. Para a Coroa foi desbaratada mais uma rebelião local.
Revolta dos Alfaiates (1798) – Com este nome fica conhecida à conjuração baiana que dentre os movimentos foi o que mais abarcou as camadas mais pobres, apesar da liderança elitista que nasceram nas lojas maçônicas.
Quando o Governo Geral do Brasil é transferido para o Rio de Janeiro, a estagnação econômica que já desde o declínio da exportação açucareira se acentua, criando uma insatisfação grande dos poderosos, como dos pequenos da sociedade baiana.
É interessante ressaltar que outra vez a Coroa reprime mais este movimento com a prisão dos intelectuais e os mais abastados, enquanto os das classes mais pobres são julgados e executados.
Revolução Pernambucana (1817) – De todas as regiões brasileiras é a que alimenta mais o antiportuguesismo desde as invasões holandesas, por ter perdido seu papel de importância na colônia, e por pagar caro pela estada do Reino ao Brasil em 1808, com mais impostos para sustentar a corte que fica no Rio de Janeiro.
Depois de se acender todas as discussões nas várias lojas maçônicas e amadurecer um ideal de libertação, com a posse de um novo governador que tem uma administração mais pelos interesses portugueses, a conspiração torna-se inevitável.
É também o movimento mais importante em qual quando reprimidos pela Coroa, tomam a cidade de Recife e proclamam a Republica de Pernambuco. Depois de algumas medidas populares trazendo o povo mais humilde a revolução, é enviado aos Estados Unidos, Inglaterra e Argentina, emissários para o reconhecimento da independência.
Em outra frente são enviados emissários as regiões vizinhos para aumentar o tamanho da revolução como Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, mas fracassam rapidamente.
Como Pernambuco não consegue o seu intento de reconhecimento internacional, nem de apoio em terras brasileiras, torna-se presa fácil à repressão portuguesa. São atacados por terra e encurralados pelo mar até se dispersarem. Os que não morrem em combates, são presos, e alguns torturados até a morte.
Porém este movimento deixa aceso entre suas cinzas à insatisfação da colônia com o governo português, e marcas de uma liberdade necessária para uma economia e política local.
Um fator preocupante para os portugueses é que esta rebelião aconteceu com o próprio rei em terras brasileiras, não era mais um sentimento de está distante da Metrópole, mas sim de cortar os laços de ser colônia explorativa dos portugueses de lá.
Henrique Rodrigues Soares
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